sábado, 11 de maio de 2013


Por que precisamos de problemas: uma leitura em Tanatologia




Neste momento, em virtude de certos acontecimentos, veio-me a ideia de escrever um texto sobre a necessidade dos problemas em nossas vidas. Assim, espero, posso dar voz à Tanatologia, ciência que estuda as perdas e o luto, bem como o processo de morrer e suas lições para o bem viver. Espero também que este seja o primeiro de outros textos para o blog sobre esta visão em Tanatologia.

Todos nós passamos por momentos difíceis, os quais tiram o nosso fôlego. Somos tomados pela raiva, pela tristeza, e começamos a nos perguntar "por que acontece isso comigo?".

A Tanatologia ensina que todos nós passamos por processos de luto, por muitas mortes simbólicas ao longo de nossa vida, de nosso processo de desenvolvimento. Primeiro vem o choque, ficamos sem ação, não sabemos o que fazer. A seguir, vem a negação, não, não, não pode estar acontecendo isso comigo. Depois vem a raiva, que horrível, a culpa é minha! a culpa é de Deus! ou do fulano! Entramos em uma depressão, sentimos tristeza pelo que perdemos ou ainda vamos perder. Por fim vem a aceitação, quando integramos as perdas e seguimos em frente, tocando nossa vida e abraçando nosso caminho.

As perdas afetam as vidas de muitas pessoas e, quando não são elaboradas, geram situações crônicas como depressões, raivas constantes, ansiedade crônica, ainda que mude o foco da emoção e a pessoa não lembre mais de onde vem este sentimento ruim, normalmente de acontecimentos traumáticos no passado, mas que afetam ainda o presente. Por exemplo: a pessoa passa por várias perdas, não as elabora, e passa a vida sentindo raiva, ressentimento, mas não sabe de quê ou de quem, pois muda sempre o foco, a família, o trabalho, o vizinho. Ou as emoções mal elaboradas geram ansiedade, medo de sofrer, medo de viver e de morrer, o que acaba gerando uma série de fugas, de defesas, de afastamento das pessoas e da vida, e o pior ainda: um afastamento de si mesmo, de nosso processo de evolução, um afastamento de nossa verdade interior.

É preciso um trabalho interior de autoconhecimento para caminharmos para a cura e a libertação destes traumas, seja com terapias como constelação familiar, visualização dirigida, terapia regressiva evolutiva, seja com um processo de escuta psicológica. Caso você sinta um alarme tocando interiormente ao ler este artigo,   fique alerta: as perdas podem ser elaboradas, o sofrimento crônico pode passa por um processo de cura, mas depende de você assumir a dor interior e desejar se trabalhar.

Por fim, numa visão Transpessoal, é importante adicionarmos que as perdas são fundamentais para nosso autoconhecimento e evolução espiritual. Tudo que perdemos eram identificações, partes do nosso ego que já não nos serviam mais, apenas nos afastavam de nosso ser mais profundo. No caso das pessoas queridas, o verdadeiro amor nunca se perde, ainda que se modifique na forma. É preciso limpar a casa, para a luz do céu poder entrar. A impermanência, a sabedoria divina da vida, faz então com que soframos para poder aprender a evoluir, como dizia um mestre, para aprendermos a amar, valorizando cada momento, abrindo os nossos corações para níveis mais elevados de amor.





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