quinta-feira, 18 de abril de 2013


Dom Quixote: por amor às causas perdidas



Hoje estava ouvindo uma música em meu carro dos Engenheiros do Hawaii, a música dom Quixote, cujo refrão me acompanhou, com suas palavras de poder, durante o dia inteiro. “Tudo bem! Até pode ser que os dragões sejam moinhos de vento. Muito prazer, ao seu dispor se for por amor às causas perdidas...” No exato momento começou a chover muito, e pela janela eu vi um besourinho minúsculo caminhando, caminhando, subindo pelo vidro. No entanto, a chuva o derrubava de sua jornada alguns centímetros, mas ele continuava a caminhar, em sincronia com o “por amor às causas perdidas”. A fantástica coincidência destes eventos me fez, juntamente com o barulho da chuva, perceber estar diante de um daqueles raros momentos de inspiração, nos quais respiramos mais fundo e entramos em contato com nosso Verdadeiro Ser, ampliando nossa qualidade de presença.

Lembrei-me da conversa que tive ontem com o amigo Jade, na qual ele me falou um maravilhoso haikai zen, uma poesia que sintetiza em poucas palavras o espírito da mente dos mestres zen iluminados. Era algo como: “chove à cântaros/ alguém é levado para dentro de si mesmo”.

Assim como o besouro, a natureza está sempre buscando níveis mais elevados, sempre buscando realização. Quando paramos para observar, contemplar, entrar em sintonia com a natureza, somos levados a ter contato com o mais íntimo de nós, para além do ego, até nosso Verdadeiro Ser. É então que nos sentimos, nestes momentos ímpares, conectados.

Hoje também dançamos e celebramos os quatro elementos, e a união deles em nós, formando o símbolo das mãos entranhadas em prece, é o que deixamos para o mundo em que vivemos, tão necessitado de reencontrar o sagrado no agora. Deixamos nossa prece de gratidão e satisfação pelo dom da vida.





Acesse nosso site: http://pedropossidonio.wix.com/terapeuta



Nenhum comentário:

Postar um comentário