domingo, 12 de agosto de 2012


PSICOLOGIA E PSICOTERAPIA TRANSPESSOAL



Introdução: Do humanismo à Transpessoal



Descontentes com as linhas de atuação e de interpretação do saber psicológico da Psicanálise e do Comportamentalismo, a primeira e a segunda força em psicologia, alguns sedentos pesquisadores elaboraram a terceira força em psicologia, o que podemos chamar de movimento humanista, que engloba, além das psicologias humanistas, as de caráter existencial e fenomenológico. Ainda que crescesse a popularidade da psicologia elaborada pelo movimento humanista, alguns de seus principais fundadores, Maslow e Sutich, se demonstraram insatisfeitos com o modelo conceitual que eles, originalmente, haviam criado. Segundo Grof, em seu artigo “Breve História da Psicologia Transpessoal”, eles foram se tornando cada vez mais conscientes que olvidaram um elemento extremamente importante do psiquismo humano, que é a dimensão espiritual.

A partir daí, segundo o autor, podemos perceber o renascimento do interesse em várias tradições místicas, em meditação, em sabedoria aborígine e antiga e em filosofias orientais, bem como, presente também com muita força no contexto cultural da época, a experimentação psicodélica, muito difundida durante os tempestuosos anos 60. Tudo isso deixou absolutamente claro, para Grof, que uma abrangente e trans-cultural Psicologia válida precisava incluir observações de semelhantes áreas do conhecimento e da sabedoria milenar humana, abrindo espaço para pesquisas e validando cientificamente experiências espirituais profundas como os estados místicos, a consciência cósmica, as experiências psicodélicas, que eram apontadas como caminhos de exploração da mente, o fenômeno do transe, a criatividade e a inspiração científica, religiosa e artística, dentre outros.

Este texto tem como base a aula que ministramos na disciplina de Psicologia e Espiritualidade em 2011.1, com orientação do professor Doutor Gustavo Alberto Pereira de Moura. O objetivo é falar da Psicologia Transpessoal, aspectos de sua História, sua caracterização e seus princípios psicoterapêuticos.



História da Transpessoal


Abraham Maslow acreditava e defendia que vivenciar o aspecto transcendente de nossas psiques era um importante e crucial exercício em nossas vidas. Esta discussão nos leva ao pensamento holístico, em que pensar de forma holística, não negando, mas sim indo além, transcendendo dualidades como certo, errado, bem ou mal, passado, presente e futuro é fundamental para uma nova forma de se fazer ciência e de se fazer Psicologia, abrindo espaço para explorações cada vez mais profundas da psique.  Maslow declarava que sem vivenciar a dimensão do transcendente ficaríamos doentes, violentos e niilistas, como a nossa sociedade tem se apresentado cada vez mais, e quedaríamos todos vazios de esperança e apáticos, fracos, corruptos, manipuláveis.

De acordo com Stanislav Grof (idem), na segunda edição do livro "Introdução a Psicologia do Ser" Maslow anunciara a organização da quarta força em Psicologia: que haveria de estar para além dos interesses personalizados de nossas pequenas identidades, estando assim mais elevada e centrada no cosmos. Em 1968, ele concluiu:

"Considero a Psicologia Humanista, a Psicologia da Terceira Força, transitória, uma preparação para uma Quarta Psicologia ainda "mais forte", transpessoal, transumana, centrada no cosmos e não em necessidades e nos interesses humanos, que vai além da condição humana, da identidade, da autorealização, etc." (MASLOW apud GROF, in: “Breve História da Psicologia Transpessoal”).

A Psicologia Transpessoal aponta para algo maior do que o que somos, algo que seja respeitado, talvez reverenciado por nós, e ao qual nos entregamos, num novo sentido para nosso SER, que possa ir além da perspectiva materialista. Eminentes autores como Vitor Frankl, Stanislav Grof, James Fadiman e Antony Sutich uniram-se a Maslow e oficializaram, em um congresso realizado no ano de 1968, a Psicologia Transpessoal, enfocando o estudo da consciência e o reconhecimento dos significados das dimensões espirituais da psique. Esse evento foi anunciado por Antony Sutich, em seu artigo “Transpersonal Psychology”.

Podemos, segundo a autora Vera Saldanha, conceituar PSICOLOGIA TRANSPESSOAL como "o estudo e aplicação dos diferentes níveis de consciência em direção à unidade fundamental do ser.” Busca-se então uma unidade entre tudo o que existe, para além dos interesses exclusivos da humanidade ou de uma pequena parte dela. A autora acrescenta: “A visão de mundo, na transpessoal, é a de um todo integrado, em harmonia, onde tudo é energia”, e conclui que esta totalidade estaria “formando uma rede de inter-relações de todos os sistemas existentes no universo” (SALDANHA, Vera apud SIMÃO, Manoel. In: “Psicologia Transpessoal e Espiritualidade”).

Conforme o artigo de Manoel Simão (idem), o termo Transpessoal foi adotado depois de uma considerável deliberação para abranger os relatos de pessoas praticantes de várias disciplinas da consciência e que falavam de experiências de uma extensão da identidade para além da individualidade e da personalidade. Desse modo, não poderemos considerar a Psicologia Transpessoal um modelo de personalidade em termos estritos, porque a personalidade é tida como apenas um dos aspectos da nossa natureza psicológica; a Psicologia Transpessoal é, antes, um instrumento de pesquisa da natureza essencial de nosso SER. O termo, segundo o autor, foi utilizado pela primeira vez na área da psicologia, pelo precursor da Transpessoal Carl Gustav Jung, utilizando a palavra überperson, em 1916, e uberpersönlich, em 1917, que significam supra-pessoa e supra-pessoal respectivamente. Alguns dos pioneiros da Transpessoal foram: Abraham Maslow, Anthony Sutich, Carl Rogers, Stanislav Grof, Ken Wilber, Jean-Yves Leloup, e no Brasil: Pierre Weil, Roberto Crema, Vera Saldanha, e muitos outros.

Ainda conforme o autor, Vera Saldanha, psicóloga, pioneira no estudo e prática da Transpessoal no Brasil em sua tese de doutorado na Unicamp refere, ao formalizar sua investigação, que se deparou com uma literatura vasta em Transpessoal. Sua primeira necessidade foi distinguir alguns conceitos que incluem: o movimento, a experiência e as disciplinas. Para ela, o movimento transpessoal integra as diversas disciplinas que se dedicam à inclusão e ao estudo das experiências transpessoais, e dos fenômenos correlatos a suas aplicações.

Para Walsh e Vaughan, conforme mesma referência, a experiência transpessoal, pode definir-se como “aquela em que o senso de identidade ou do eu ultrapassa (trans + passar = ir além) o individual e o pessoal a fim de abarcar aspectos da humanidade, da vida, da psiquê e do cosmo”.

Em relação às disciplinas que podemos apontar dentro do movimento transpessoal temos a Psiquiatria Transpessoal, a qual se concentra no estudo das experiências e fenômenos transpessoais, enfocando, particularmente, seus aspectos clínicos e biomédicos. A Antropologia Transpessoal, a qual se refere ao estudo transcultural dessas experiências e da relação entre a consciência e a cultura. Há a Sociologia Transpessoal, que estuda as dimensões e expressões sociais desses fenômenos e há a importantíssima Ecologia Transpessoal, que aborda as repercussões e aplicações ecológicas dos referidos estudos (SIMÃO, idem).



Características da Psicologia Transpessoal



1)Temáticas privilegiadas para a Psicologia Transpessoal:


De acordo com BOAINAIN JR, as temática de maior interesse para a Psicologia Transpessoal, e para o Movimento Transpessoal, seriam: 1) A espiritualidade e as dimensões da vida religiosa; 2) As potencialidades últimas e a auto-realização do humano; e 3) Os estados ampliados de consciência, incluso as experiências transpessoais.


2) Modelo de Ciência


Gostaríamos de citar o texto de BOINAIN JR. Elias, “Tornar-se Transpessoal” o qual consideramos importante para abordar esta questão:

 “a visão holística do novo paradigma, que assume como uma das propostas centrais a superação de todas as fronteiras disciplinares e mesmo o rompimento da compartimentalização das áreas do saber humano (donde se vêem crescentes aproximações transdisciplinares entre filosofia, ciência, arte e religião)”.

Conforme vimos, o paradigma holístico, desenvolvido a partir das consequências das descobertas da Física Quântica e Relativística, é o ponto de partida para o movimento transpessoal, que também se apresenta como trans-disciplinar, incentivando o diálogo entre as múltiplas áreas do saber humano e de todas as épocas, visando, assim, uma elaboração mais profunda do ser humano e sua relação com o cosmos.


3)Visão de homem


De acordo com BOAINAIN JR, a visão do ser humano que está presente na abordagem transpessoal implica: 1) Aceitação de instâncias superiores da consciência e do potencial humano; 2) Destaque aos aspectos transcendentes e espirituais; 3) Superação da condição humana para uma condição transumana, transpessoal, cósmica ou mesmo divina (a separação é ilusão); 4) Busca da transcendência como parte da natureza humana; 5) Atenção à busca da realização espiritual (necessidade básica do humano); 6) Busca do crescimento emocional e da satisfação de necessidades superiores; e muito muitos outros aspectos.



Epistemologia da Transpessoal


      Pierre Weil, em seu livro “As Fronteiras da Evolução e da Morte”, conforme o artigo de Manoel Simão, postula alguns princípios epistemológicos que fundamentam a psicologia Transpessoal: 1) Existem sistemas energéticos inacessíveis aos nossos cinco sentidos, mas registráveis por outros sentidos; 2) Tudo na natureza se transforma e a energia que a compõe é eterna; 3) A vida começa antes no nascimento e continua depois da morte física; 4) A vida mental e espiritual forma um sistema suscetível de se desligar do corpo físico; 5) A vida individual é inteiramente integrada e forma um todo com a vida cósmica; 6) A evolução obtida durante a existência individual continua depois da morte física; 7) A consciência é energia, que é vida, no sentido mais amplo: não apenas a vida biológica, física, mas também a da natureza, do Espírito, a vida-energia, infinita na suas mais diferentes expressões; dentre outras. Para uma mais aprofundada exposição, sugerimos o texto original.

Além disso, Pierre Weil especifica distintas áreas de aplicação das disciplinas com orientação transpessoal: Por Educação Transpessoal, podemos compreender o conjunto dos métodos que permitem descobrir ou revelar o transpessoal dentro do ser humano, bem como desenvolvê-lo. Por Psicoterapia Transpessoal, entendemos o conjunto de métodos de tratamento das normoses, neuroses e outras psicopatologias pelo despertar do transpessoal, e das psicoses pela exteriorização do transpessoal que já estaria semipotencializado. Por Terapia Transpessoal, por sua vez, designamos o conjunto de métodos de restabelecimento da saúde integral e holística pela progressiva redução da ilusão da existência de um “eu” separado do mundo, pela ampliação da consciência e pela realização dos aspectos profundos de nosso verdadeiro SER.



Psicoterapia Transpessoal


De acordo com Manoel Simão, a Psicoterapia de orientação Transpessoal visa promover ao cliente a possibilidade de ele se encontrar, o que pode consistir em mapear os seus “problemas” e a situá-los no ambiente social, cultural, familiar, profissional, afetivo, espiritual, etc., o que por si só já é altamente terapêutico e ainda possibilita a diminuição da ansiedade e a potencialização da autoconfiança, requisitos necessários e importantes ao início do processo de auto-cura. Isto porque, dentro desta perspectiva, é a psique quem se cura, através de seus mecanismos de busca do próprio equilíbrio.

O terapeuta que situa suas práticas dentro desta nova abordagem deve ser encarado como um facilitador, que acompanha amorosamente o desenvolvimento psicoespiritual de seus clientes, como se faz, metaforicamente, ao apresentar o solo correto para que possam florescer os botões em um jardim.

Na Psicoterapia Transpessoal nosso dever consistiria, segundo o autor, em conscientizar os clientes acerca da sua natureza e a extensão do seu desalinho emocional, bem como pontuar e passar informações sobre a possibilidade de desenvolver suas potencialidades e capacidades inatas, as acolhendo em seu incipiente surgimento, sendo estas formas trans-convencionais de ser, de recriar-se, de expressar-se, oferecendo recursos para viabilizar seu florescimento.

Para o autor, quando uma pessoa procura a psicoterapia, quase sempre seu objetivo é a diminuição e até a eliminação de um estado de sofrimento decorrente de dificuldades de ordem emocional e, acrescenta, espiritual. No caminho que faz para o interior de si mesma, ela tem a chance de adquirir mais conhecimento de seu verdadeiro modo de SER e de desenvolver-se como pessoa, buscando sua plenitude e realização. No contato consigo mesma, seja para descobrir os recursos pessoais para a evolução, seja para encarar seus “estados de consciência”, como sintomas ou processos defensivos, um guia ou orientador experiente apresenta-se como necessário. Ai está o que parece ser uma das funções básicas do trabalho terapêutico. Sabemos o quanto o acompanhamento de uma ajuda acolhedora e gentil, porém firme e determinada ao apontar para os aspectos corretos do processo é fundamental para que se possa executar os mergulhos nas profundezas do SER mais profundo de cada um de nós.

De acordo com o artigo de Fátima Corga, “Psicologia Tranpessoal”, o que caracteriza um terapeuta transpessoal não é o seu conteúdo, mas sim o contexto. O conteúdo é determinado pela relação terapêutica em si, entre cliente e terapeuta, como, segundo ela, bem o estabeleceu Carl Rogers. Para a autora, um terapeuta transpessoal deve aprender a lidar com os problemas que emergem durante o processo terapêutico, incluindo acontecimentos mundanos, fatos biográficos e problemas existenciais. Contudo o que realmente define a orientação transpessoal é um modelo mais amplo da psique humana, que seja capaz de reconhecer a importância das dimensões espirituais e o potencial que esta dimensão apresenta para a evolução da consciência. O terapeuta transpessoal, assim, deve ser consciente do espectro total das experiências psíquicas de que é capaz o ser humano, e deve sempre acompanhar o cliente em sua exploração de novos campos experiências, quando há oportunidade, não importando qual o nível que o processo terapêutico esteja focalizando.

O próprio Rogers, ainda segundo Fátima Corga, referiu-se muitas vezes em suas últimas obras às percepções transpessoais e fenômenos congêneres de estados sutis de consciência, e estabeleceu ele que estes são eventos observáveis e inerentes ao trabalho bem sucedido com Grandes Grupos e Workshops:

“O outro aspecto importante do processo de formação de [Grandes Grupos] com que tenho tido contato é a sua transcendência e espiritualidade. Há alguns anos eu jamais empregaria estas palavras. Mas a extrema sabedoria do grupo, a presença de uma comunicação profunda quase telepática, a sensação de que existe "algo mais", parecem exigir tais termos” (ROGERS apud CORGA, in: “Psicologia Transpessoal”).

Ainda Rogers: “Tenho a certeza de que este tipo de fenômeno transcendente às vezes é vivido em alguns grupos com que tenho trabalhado, provocando mudanças na vida de alguns participantes. Um deles colocou de forma eloquente: "Acho que vivi uma experiência espiritual profunda, senti que havia uma comunhão espiritual no grupo. Respiramos juntos, sentimos juntos, e até falamos uns pelos outros. Senti o poder de força vital que anima cada um de nós, não importa o que isso seja. Senti sua presença sem as barreiras usuais do 'eu' e do 'você' - foi como uma experiência de meditação, quando me sinto como um centro de consciência, como parte de uma consciência mais ampla, universal” (idem).

De certa forma, de acordo com a autora, Rogers parecia estar indicando que a ACP por ele elaborada, junto com seus colaboradores, estaria se desenvolvendo a ponto de incluir as dimensões transpessoais em seu arcabouço teórico, mas a sua morte o impediu de levar adiante seus insights:

“Tenho a certeza de que nossas experiências terapêuticas e grupais lidam com o transcendente, o indescritível, o espiritual. Sou levado a crer que eu, como muitos outros, tenho subestimado a importância da dimensão espiritual ou mística” (ROGERS, idem).



Conclusão


Em nossa compreensão talvez não exista uma diferença entre Psicoterapia Transpessoal e Terapia Holística, ou Terapia Transpessoal. Da mesma forma, ainda que apontemos diferenças entre as dimensões biológico-corporal-ecológica, social-relacional, psicológica e espiritual-transpessoal do ser humano, acreditamos ser esta divisão um artifício didático, o qual ainda é imprescindível tendo em vista nosso modo de pensar científico afeito às divisões. No entanto, quando superarmos este modo de pensamento analítico e limitante, quando conseguirmos pensar de modo holístico, somente haverá o ser humano, e suas dimensões biológicas, sociais, psicológicas e espirituais formarão uma totalidade, a qual na verdade já formam, e nós a dividimos. O terapeuta será um cuidador do ser humano por inteiro, sua visão será holística mesmo que sua atuação seja pontual, não havendo mais necessidade de diferenciar e, principalmente, não havendo mais hierarquias, entre os diversos níveis do ser terapeuta. Ser terapeuta estará novamente ligado à sua raiz etimológica, aquele que serve a deus, no sentido de atender às leis curativas e transformadoras da natureza, de fazer retornar o desequilíbrio para o natural equilíbrio.

Compreendemos que muito há para avançar em termos de desenvolver uma abordagem terapêutica para o movimento transpessoal. Talvez esta perspectiva também ainda tenha muito a crescer em visão e, principalmente, ainda há muito a ser consolidado. Cada vez mais consideramos, no entanto, que o espaço para a dimensão espiritual cresce por um lado, na medida em que a crise civilizacional de falta de sentido também aumenta, por outro lado. É somente na transcendência do ego que podemos encontrar um novo modelo de civilização, um novo paradigma de humanidade, ou transumanidade. Esperamos que um dia possamos conseguir nos enxergar a todos como irmãos de tudo o que é vivo, como faziam as civilizações mais distantes no tempo. No entanto, nosso destino não é voltar no tempo, e sim avançar, reinventar o que significa ser humano, fazer a humanidade dar mais um passo, o qual esperamos que seja em direção à sua saúde holística, em direção à comunhão com a vida e com o universo.



Referências:


BOINAIN JR, Elias. Tornar-se Transpessoal. Transcendência e Espiritualidade na obra de Carl Rogers. São Paulo: Summus, 1998.

CORGA, Fátima. Psicologia Transpessoal. Fonte: http://www.institutoluz.com.br/?p=artigo16. Acesso em 2011-02-18 às 15h45min.

GROF, Stanislav. Breve História da Psicologia Transpessoal. Fonte: http://www.aljardim.com.br/pt.htm. Acesso em 2011-02-18 às 16h30min.

SIMÃO, Manoel. Psicologia Transpessoal e Espiritualidade. Artigo publicado na Revista Saúde - Universidade São Camilo Ano 34. Fonte: www.alubrat.org.br. Acesso em 2011-02-19 às 16h40min.

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