quinta-feira, 18 de julho de 2013

REALIZAÇÃO HUMANA

Texto publicado na nossa coluna "Realização Humana"
Uma parceria com o instituto Sherpa 

Que grande e motivador desafio é iniciar esta coluna, para trocarmos algumas ideias do que vem a ser a realização humana! Esta coluna poderá, a princípio, contar com meus estudos como base, em Psicologia, em Tanatologia, em Espiritualidade e em Realização Humana. Também poderá estar aberta para estórias, para a cultura, a arte, a literatura, os esportes, tudo aquilo, enfim, que possa nos inspirar e nos motivar a despertar nosso potencial de viver uma vida plena, criativa, de viver nosso caminho de realização.

Parto, aqui, de uma premissa sobre a qual escreverei posteriormente: nosso verdadeiro Ser está além de nossa compreensão. Até onde vai o ser humano? Até onde vai o Ser em nós? Nós precisamos nos desafiar a ver que o ser humano pode muito mais que a televisão ou a escola mostrou para nós. Ainda não conhecemos nosso potencial interior, e este é um potencial infinito. Então o quão bom seria se nós pudéssemos sentir aquela curiosidade infantil de descobrir nosso potencial e de revelar este potencial em nossas vidas? Eu não sei o que cada um poderia pensar disso, apenas acredito que podemos ir muito além dos nossos limites tão estreitos do que acreditamos ser impossível ou possível.

A proposta do Verdadeiro Ser em nós é nos transformar, fazermos avançar para uma vida mais plena para todos, de mais realização. A proposta da Espiritualidade, da Tanatologia e da Psicologia também é essa, nos fazer despertar para as riquezas em nosso Ser interior, nosso potencial, nossa capacidade de viver sem limites, nossa capacidade de desenhar nossa própria existência, viver a totalidade em nós.

Somente ao nos abrirmos para nossa dimensão mais profunda é que podemos criar. Somente em comunhão com o Ser e com a totalidade podemos criar. Quando não, ficamos com aquela visão limitante de que tudo que havia para ser criado já foi criado, que tudo que há para ser criado não será criado por mim. É como se negássemos nosso potencial mais profundo, nosso ser criativo. Deixamos de criar, deixamos de viver, deixamos de amar, deixamos de realizar aquilo que só cada um de nós pode realizar. Iniciamos então esta caminhada. Iniciamos a nos comunicar e a nos encontrar nesta viagem. Desejo que sejam muitos os nossos encontros, e que sejam inspiradores, para que cada um possa viver o seu caminho, a sua jornada de realização humana!
O casulo da Transformação


Outro dia, a lagarta começou a sentir dentro de si certa insatisfação. Um aperto no peito, um vazio na boca do estômago, como uma apreensão pelo infinito do que está porvir. Existem momentos de nossas vidas que nos sentimos como a lagarta que tem de se entregar ao poder infinito da natureza para que nela possa viver a transformação. Às vezes, não há como apressar o fluxo do rio, o fluxo da vida que corre e nos leva não se sabe bem para onde. Existem momentos na vida de grandes e dolorosas mudanças, onde temos que ficar acuados, resguardando nosso luto e nossas dores, como a lagartinha que tem que se submeter ao casulo. A dor é grande, a espada é afiada, mas há que se acreditar na mudança. Morte e renascimento dos antigos modos que já não mais satisfaziam o Ser Infinito que nos habita.


É preciso ter fé e amor. É preciso ter vontade de saber e de aprender cada vez mais, a cada passo, sempre lembrando que infinito é o que não se sabe. A amiga Luisa lembra-nos a frase "Deixa o amor te surpreender..." Sim! Sim! deixa o Amor Infinito te surpreender! Deixa o Grande Oceano da Vida Viva te surpreender! Podemos escolher abrir nossos corações e nossa consciência para os novos níveis do que estão por vir. No nível da forma, tudo muda, tudo é passagem. Além do que nós vemos, no Ser infinito, tudo é permanência, tudo é UM. O Amor Infinito permanece sempre o mesmo, o Ser, o que É. É preciso ter coragem de afirmar e perceber, de dizer SIM! à vida em constante transformação. Novos níveis de Amor virão. Novos níveis de consciência virão. Novos níveis da Infinita Vida Viva virão. Que nós possamos nos abrir para a grande jornada da vida, que nós possamos nos abrir para o Presente que o Grande Mistério nos trás a cada momento!


quinta-feira, 4 de julho de 2013

Livro Sobre Psicologia e Espiritualidade

Sobre Psicologia e Espiritualidade 

livro de Pedro Possidonio






Nosso livro tem como assunto principal a relação entre Psicologia e espiritualidade. Algumas temáticas que poderão ser encontradas neste trabalho são: a Psicologia Transpessoal, a Tanatologia, a Psicologia Analítica, a Espiritualidade e a Religião, todos servindo para facilitar nossa compreensão deste campo em que espiritualidade e ciência se encontram, numa proposta renovada de compreensão e de transformação humana.

Temos em mente que a discussão da Psicologia e espiritualidade é um assunto fundamental para a discussão em Psicologia e em ciências humanas, haja vista que se trata de um tema pouco priorizado na academia tradicional, embora seja uma possibilidade muito rica de conhecer mais profundamente o ser humano e sua relação com o mundo, a partir de um paradigma de totalidade. Defendemos que a aproximação entre Psicologia e espiritualidade é um rico caminho para a construção do saber psicológico, haja vista que pode promover o nosso despertar para o engajamento cuja meta é a diminuição do sofrimento humano e a experiência de uma vida mais rica de plenitude, harmonia, realização e amor.

O objetivo deste trabalho consiste, primeiramente, em oferecer uma perspectiva de Psicologia que tome como princípio uma visão do ser humano que seja mais profunda, mais complexa e quiçá mais completa do que a visão do humano a qual é caracteristicamente trabalhada numa perspectiva exclusivamente materialista de ciência.

Propomos a discussão do humano em suas dimensões social, psíquica, material e também espiritual. Trabalharemos também os fundamentos da Psicologia Transpessoal, caminhando neste debate explorando uma perspectiva de Psicologia normalmente relegada dentro da visão tradicional e acadêmica, trazendo um pouco da importância e das contribuições desta abordagem para a compreensão e para o trabalho psicoterapêutico com o ser humano. Abordaremos a importante temática da Tanatologia, que estuda o processo de morte e morrer, bem como o processo de luto e o ser humano diante de perdas, trazendo lições e vivências sobre a temática. Questões como o que é o ser humano, qual o sentido da vida e da morte e o que é a espiritualidade ou religiosidade poderão, assim, ser encontradas no bojo de nosso trabalho.

Desejamos que a presente perspectiva da Psicologia e espiritualidade seja compreendida como um caminho possível de estudo e de atuação junto ao ser humano, e respeitamos a importância de todos os outros caminhos, quer científicos, quer espirituais, que nossos semelhantes tenham escolhido, consistindo nosso trabalho não em uma crítica, mas em uma afirmação dos caminhos humanos. Não fazemos, portanto, uma crítica da religião, mas buscamos trazer à luz a compreensão de quando e como o relacionamento com a dimensão espiritual pode nos tornar mais humanos, mais humanizados. Fazemos uma crítica ao modelo materialista de ciência, que relega a importância da espiritualidade para a compreensão do ser humano, e defendemos ser a espiritualidade a dimensão que nos traz a visão de um ser humano sem segmentações, de um ser humano holístico, total, finitude e infinito, corporal e espiritual.







Link para visualizar e baixar o livro: Clique Aqui

Livro Poesias: Ondas e Rotas

Poesias: Ondas e Rotas

livro de Pedro Possidonio





Da apresentação:

Vivemos em um mundo muito complicado, onda cada vez mais as pessoas olham apenas para seus umbigos. Neste contexto de desumanidade, compete a cada um de nós a escolha de nos tornarmos humanos. As pessoas aferram-se às ilusões desta vida, colocando em primeiro lugar os valores daquilo que pode ser comprado com o dinheiro, e para satisfazerem as falsas necessidades de seu ego, estão se tornando capazes de humilhar, estão cada vez mais violentos, e não me refiro apenas à violência nas ruas, mas aquele que às cegas domina os lares e as cabeças de cada um de nós, estão se tornando também cada vez mais viciadas em drogas lícitas e ilícitas, em excesso de comida, excesso de consumo, excesso de informática, excesso de quaisquer coisas que possam alimentar superficial e instantaneamente a voracidade destrutiva do ego. Mas o ser humano está além do ego.

Nós somos seres infinitos, seres espirituais. E somos capazes de construir uma sociedade baseada em outros valores, valores do ser, como o amor, a paz, a fraternidade, a união, a construção, somos capazes de trocar nossos vícios em autocultivo de nossas mentes e de nossos corpos, e somos capazes de viver novos padrões de riqueza, buscando as riquezas da alma, a riqueza de cuidar dos outros, a riqueza de cuidar do nosso planeta, e de cuidar cada um de nossas mentes e de nossos corpos. É preciso cada um de nós escolher fazer parte da cura, ao invés de alimentar a doença. A transformação somente pode acontecer a partir de cada um de nós, de cada uma de nossas escolhas. Podemos escolher o cuidado, podemos escolher o amor, podemos escolher viver o autoconhecimento, escolher caminhos que nos levem à nossa evolução, à cura de nossas feridas da alma, a uma satisfação que só podemos encontrar na comunhão com níveis mais elevados de nosso ser, não estando fora, nos vícios, na televisão, nas compras. E o resultado de tudo isso é o encontro com um bem-estar, com níveis mais elevados de amor e de consciência.

Baseado nisso, escrever e ler poesias pode ser um caminho de cura. Os textos podem criar mais dissociação ou mais união. A leitura pode ser destrutiva ou curativa para nossa alma, e cabe a cada um de nós escolher trocar as notícias, a violência e a destrutividade por leituras mais elevadas, dos livros sagrados de todas as religiões, dos mestres espirituais de todas as culturas, dos terapeutas e das pessoas realmente interessadas na cura, na saúde, nos valores do espírito. E nós também podemos escrever, não baseado nos valores do ego, não para fazer sucesso ou dinheiro, mas para nos sintonizarmos com nosso verdadeiro ser, cultivando os valores mais elevados em nós, servindo ao amor ou à divindade que acreditamos servir. Podemos também fazer qualquer outra coisa como nos dedicar aos esportes, à música, ao teatro, à dança, à pintura, mas existem aqueles que assim como eu, escolheram e foram escolhidos pelos livros, e é por isso que escrevo.

Espero que estes poemas possam nos ajudar a sintonizar com os níveis mais elevados, com nossa espiritualidade, com nosso verdadeiro ser. Escrevê-los foi, para mim, como uma meditação ou como uma oração, e gostaria que assim também pudessem ser lidos. Procure aqueles que façam mais sentido para você e perceba quais valores o seu verdadeiro ser quer que você cultive. Que propósito sua alma quer cultivar? Apenas sinta, por um momento, e siga sua intuição. Nós podemos parar de escolher o medo e escolher o amor, e assim escolher evoluir e nos curar, pois somente o amor nos cura. Espero que estes poemas, feitos com amor, possam despertar o melhor de seu coração.



Link para ler e baixar: Clique Aqui

domingo, 30 de junho de 2013

No olho do furacão habita o silêncio



Nestes tempos turbulentos que estamos vivenciando coletivamente, não me sinto inspirado a escrever sobre minha posição específica como pessoa. Minha meta ou missão de vida é buscar ser, na medida do impossível, um canal para uma visão holística, uma visão a partir do mais profundo, a partir da totalidade. Falo que é na medida do impossível pois também sei que minha forma de apreender isto apresenta seus limites, haja vista que eu sou também um. 

É como se eu quisesse explicar o mistério da vida com palavras, que difícil missão esta seria. Primeiro que eu não o entendo, segundo que quando se traduz em palavras o verdadeiro insondável acaba escapando. É como tentar falar do Amor que é Infinito a partir do aspecto finito que é minha vivencia atual. 

Mesmo assim, não me permito manter-me em silêncio diante de tudo o que está acontecendo, ainda que seja difícil de elaborar o que tenho a dizer disso tudo. Manifestações políticas sacodem o Brasil, as pessoas querem transformações, sinto um clima de tensão envolvendo a vida de muitos, com muitas perdas, processos de luto, desorganização, reorientação. É como se este ano estivesse sendo de grande provação a muitos, muitos de nós. 

Não é minha competência falar de transformações exteriores, sociais, nem tampouco negar sua possibilidade. Minha especialidade de vida é a espiritualidade e a transformação da consciência. É como se eu me preocupasse primeiro com o trabalho interior de autotransformação. Explico-me: não que eu não acredite em uma transformação exterior, apenas não acredito que ela possa acontecer sem transformação interior. Segundo o principio da sincronicidade de Jung, o que está dentro é como o que está fora. As condições se modificam externamente quando também se modificam interiormente, na consciência humana.

Caso mudemos nossa realidade exterior sem modificar o interior, em pouco tempo as "novas" estruturas apenas se tornam reconfigurações das estruturas anteriores, mudando apenas de nome. Vale, então, perguntar: o que realmente queremos? Qual a vida que queremos viver? E, principalmente, estou fazendo a minha parte para que a transformação aconteça, ou só cobrando dos outros, pais, estado, igrejas, esquerda, direita, etc.? A verdadeira transformação, defendemos, somente pode acontecer na consciência de cada um, vivendo os valores mais elevados possíveis, buscando um processo de humanização, de autoconhecimento, de realização do Verdadeiro Ser.

Assim sendo, a imagem que me ocorre é a do olho de um furacão, para explicar como vejo a sutileza do momento. O furacão avança com seu poder destrutivo, sua força, seu poder, como a arquetípica divindade hindu da destruição, Shiva. Mas, bem no centro, esta o olho do furacão, a quietude que pode representar o que está para além do movimento. 

Quando nos movimentamos a partir do ego, às vezes dominados e cegos por imagens arquetípicas que nos atravessam, somente geramos dissociação, sofrimento, divisão, mal-estar, doença, dor e morte. Quando nos assentamos na quietude, no entanto, e olhamos no olho do furacão, que é nossas vidas, nossas perdas, nossas turbulências, podemos escutar no silêncio, ainda que a imagem seja paradoxal. É a partir desse escutar o silêncio, assentar na quietude, que pode surgir a ação criativa, inspirada pelo verdadeiro Ser. 

A filosofia chinesa usa o termo wu wei, não-ação, para expressar este acontecimento. Não-ação, wu wei, não significa não fazer nada, e sim agir a partir do nada fazer, a partir da ação inspirada, no fluxo da energia da própria natureza. É preciso cautela, cuidar do Ser, como cultivar um jardim até que as borboletas da transformação possam voltar a nos visitar. E é preciso agir, quando a ação inspirada vem, promovendo elos, construindo pontes onde antes só havia abismo, integrando as polaridades em divisão numa unidade que é um nível de consciência e de amor mais ampliado. O convite então é aquietar nossa mente, ouvir o chamado do silêncio, agir a partir do nosso ser mais profundo.




Um rio só


Na postagem anterior eu trouxe a imagem de dois rios, o amor e o medo. Nossa jornada de autorrealização estaria correndo entre estes dois rios, como duas escolhas possíveis de fazer, uma delas nos aproximando da meta, realizar nosso Verdadeiro Ser, outra delas nos afastando da meta, fortalecendo nosso ego, a divisão, a dissociação em nós.

Hoje quero trazer uma outra imagem, a do processo de realização do Ser como sendo um rio só, que caminha irremediavelmente para o mar, a meta. Isso não significa que a imagem anterior seja mentira ou verdade, nem que esta seja mais verdadeira ou mais falsa. Isso significa apenas que o paradoxo do nosso verdadeiro Ser é um mistério insondável. As imagens são apenas percepções limitadas que apontam para o que é ilimitado.

Nosso verdadeiro Ser é como um mar de infinitas possibilidades. Nós somos como as águas do rio, ora correndo, ora estagnando, ora mais fundo ora mais raso, desviando para a esquerda e para a direita, mas sempre tendo como objetivo percorrer a jornada em direção à meta, o mergulho no infinito oceano da realização.

A meta, o oceano, o Verdadeiro Ser de Amor Infinito é o que nós já somos. O rio já é o mar, o rio corre para o mar, o rio e o mar são o mistério do dois que na verdade é o UM. Nós já somos, em um nível mais profundo, aquilo que procuramos. Cabe a nós aproveitar o fluir da vida, os diferentes aspectos desta jornada, os diferentes momentos de aprendizado nas infinitas possibilidades de nosso Ser de Amor.



quinta-feira, 30 de maio de 2013

Dois rios: o amor e o medo



De vez em quando passamos por situações nas quais nos encontramos em dúvidas, como se os caminhos se dividissem diante dos nossos olhos e não soubéssemos se devemos seguir para a esquerda ou para a direita. Muitas vezes, diante dos desafios da vida, colocamos a autoridade nos outros, acabamos escolhendo pela opinião dos outros, sem levar em consideração a visão interior, nossa verdade mais profunda. É como se calçássemos um sapato que não cabe em nossos pés e nos trás dor, mas parece melhor ficar no aperto que assumir os riscos de escolher nosso próprio caminho.

Diante de situações como essas, acabei encontrando em minha imaginação interior uma imagem que pode nos ajudar a  responder esta questão, este tipo de situação. Veja se faz sentido para você. 

É como se existissem dois rios no interior de nosso ser: o rio do amor e o rio do medo.

Quando escolhemos navegar pelo rio do medo, o canoeiro encontra apenas estagnação. Não há como fluir, é como se as águas estivessem infectadas cada vez que nos aprofundamos por este caminho. O canoeiro rema, rema, mas parece remar contra uma corrente de águas densas, e nos sentimos cansados, estagnados, às vezes da vontade de desistir. Nada em nossas vidas dá certo. Não conseguimos prosperar e evoluir nem materialmente nem espiritualmente. Tudo isto acontece quando tomamos o caminho do medo. Suas águas escuras representam interiormente o ego, a sombra, nossas dúvidas, nossa desconfiança na vida, insegurança, nossas feridas, mas quando tomamos este caminho, sob a desculpa de procurar segurança, só encontramos mais e mais disso, mais medo, mais insatisfação, mais estagnação, até aparecerem os assaltos, a violência urbana, os vícios, as doenças, nossa vida ficar de cabeça para baixo e finalmente recebermos os avisos da natureza para mudarmos de caminho.

O outro rio pelo qual podemos escolher navegar é o rio do amor. O amor é a essência mais profunda de nosso Ser. Seu Verdadeiro Ser é amor infinito. As águas desse rio são límpidas, cada vez mais puras, e quando escolhemos esse caminho conseguimos fluir com facilidade, o canoeiro rema com leveza. O caminho do amor nos pode trazer cada vez mais elevados níveis de realização, de evolução, de prosperidade material e espiritual, de cura interior e exterior. O caminho do amor nos leva a nosso verdadeiro ser mais profundo. A respiração se torna mais leve, suave e profunda. Encontramos paz interior, encontramos nosso lugar no mundo. Tudo nos acontece sem esforço e nossa consciência pode se experimentar e evoluir cada vez mais na divina harmonia da vida.

Algo dentro de mim está perguntando: se parece tão fácil, por quê então continuam as pessoas sofrendo? por que EU continuo sofrendo? Se parece tão fácil, por que não consigo realizar níveis mais elevados de amor em minha vida? Uma resposta é a de que primeiro precisamos limpar as impurezas de nossas anteriores jornadas pelo rio do medo, encontrar nossa força interior e escolher definitivamente seguir o fluxo do amor. Para esta limpeza e cura interior, para esta autodescoberta, servem as terapias. O caminho do medo em direção ao amor, do ego em direção ao verdadeiro ser, é um caminho de autopurificação, de autotransformação. Outra coisa que sempre é importante ressaltar é que no caminho do amor devemos abandonar as ilusões às quais se amarrou nosso ego, com medo de se afogar. Autotransformação tem a ver com abandonarmos as defesas, nos momentos certos, aos poucos, muitas vezes com a ajuda de alguém que tenha percorrido o caminho antes de nós. Assim podemos navegar com segurança do rio do medo para o rio do amor.

Por fim, há uma pergunta chave que pode nos ajudar nas situações de ambiguidade, nos caminhos dúbios da vida. O ego procura segurança, o que é sempre uma ilusão. O verdadeiro ser escolhe o caminho do amor, e paga o preço, o investimento da transformação interior. Nas nossas escolhas, podemos então nos perguntar: Se fosse o mais puro amor, o que faria? Qual é a escolha do amor, o que o amor escolheria? O amor sempre apresenta o melhor caminho, o caminho da nossa REALIZAÇÃO mais profunda!






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terça-feira, 28 de maio de 2013

Transformar erros em pontes




Em nossa educação usual, fomos ensinados que não se pode ou não se deve errar. Evitamos tornar públicos os nossos equívocos, buscando passar uma máscara de eficiência perfeita, profissionalismo em excelência, equilíbrio emocional incontestável. Até chegamos ao extremo de negar para nós mesmos que erramos, nos tornamos inconscientes de nossos limites. Conheço muitas pessoas que nada fazem de suas vidas, vivem trancadas em seu armário confortável, fazendo de tudo para evitar críticas. Tenho certeza de que você conhece também, e espero que não seja uma delas.

Ao escondermos nossos limites estamos nos escondendo de nós mesmos. Negamos grande parte de nós, muitas vezes nos afastando das zonas mais criativas de nós mesmos para evitar a opinião dos outros. Numa perspectiva integral do ser, no entanto, devemos incluir a parte de nós que erra. Erros na verdade são fruto de experiências, e quando negamos as partes de nós que gosta de experiencias novas, aquela criança interior que gosta de se abrir para dar novos passos, que aprecia aprender mais um pouco sobre a vida, perdemos uma das melhor partes de nós.

Podemos escolher entre o fazer birra e nos sentir infelizes com nossa incompletude, ou podemos escolher perceber que crescer é uma desafiante e maravilhosa aventura. Olhar o mundo com nossos olhos de criança e mais uma vez decidir: "o que eu vou ser quando crescer?". Renascer a cada dia é uma escolha. Podemos escolher nos alinhar a nosso Verdadeiro Ser, nossa fonte criativa interior, e ser felizes mesmo que ainda não sejamos completos ou perfeitos como queríamos ser. 

Quando eu era criança, não tive muitas oportunidades de aprender a andar de bicicleta, por exemplo. Mas agora lembro que a criança em mim não desistiu de ver e viver a mágica da vida. Outro dia estava aprendendo stand up surf, que não é bicicleta mas depende de aprender a se equilibrar com prancha e remo enquanto as ondas do mar nos levam. Tive que cair muitas e muitas vezes, mas minha criança interior ria das quedas, e apreciava o processo de aprender, o que fez dele mais rápido, prazeroso e criativo. E quando aprendi a arte de me equilibrar na prancha de stand up, pude fluir e aproveitar a maravilha de estar em equilíbrio e em comunhão com o oceano.  


Podemos transformar nossos erros em pontes. Pontes para o aprendizado. Pontes para a criatividade. Podemos reeditar, reescrever nossos erros e transformá-los em experiência, em aprendizados. E a aventura de viver pode se transformar numa maravilhosa conexão com nosso Verdadeiro Ser mais profundo. Assim, resgatamos nossa criança interna, nossa criatividade, nosso frescor. Resgatamos a parte de nós que quer conhecer a vida. Esta parte é de onde vem nossa criatividade e nossa motivação para trilharmos um caminho novo. Então, por favor, transforme seus erros em pontes: APRENDA!, CRIE!, REINVENTE-SE como um novo Ser para viver uma NOVA VIDA!



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